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segunda-feira, 13 de junho de 2016

260. Casillero del Diablo - Manchester United Legendary Collection - CS - 2012

Neste último domingo participamos de um delicioso almoço comemorando o Dias dos Namorados.
Toda a preparação foi muito caprichada e todos os detalhes pensados com muito carinho, Ótima comida, decoração impecável e um clima realmente acolhedor. Mas o grande momento do dia foi a chegada de nosso amigo Júnior que teve alta e se recupera de uma intervenção cirúrgica importante.
Esse grande cara, logo após recobrar suas forças, escreveu alguns "conselhos" que com muito orgulho reproduzo aqui:
1. A família é o bem mais precioso que temos.
2. O outro bem mais precioso é aquela família que a gente escolhe: Os amigos.
3. Você aprende a dar valor as coisas mais simples que antes nem notava.
4. A felicidade está, realmente, nas pequenas coisas da vida.
5. Existem enfermeira(o)s e existem anjos.
6. Após uma semana de UTI você nunca mais vai reclamar do tempero da comida de ninguém.
7. Cada hora dentro da UTI equivale a 10 horas aqui fora.
8. Seja bom com as pessoas. Isso faz a diferença.
9. A 1 minuto de entrar em uma cirurgia desse tipo, você consegue refletir sobre sua vida toda, pede desculpas por ter magoado alguém, se arrepende dos pecados e pede uma segunda chance.
10. Ao acordar de uma cirurgia assim, você tem a real sensação do que é estar vivo e simplesmente chora.
11. A vida é muito valiosa pra não ser aproveitada, e você percebe quanto tempo já perdeu.
12. Você percebe que, mesmo sem querer, complica a vida ao invés de facilitar. Facilite sua vida. Não crie problemas onde não existem.
13. Seja doador. De uma segunda chance a alguém. O mundo precisa dessa conscientização.
14. Sempre que possível, ouça a história de luta de alguém. Isso pode ser tudo o que ela precisa naquele momento e ainda pode te ajudar com seus próprios problemas.

Meu grande amigo, desejo a você a melhor recuperação e toda sorte que você merece!

Quanto ao vinho, oferecimento do compadre Fabiano, merece aplausos.
Trata-se de uma linha limitada produzida em parceria com o Manchester United, trazendo inclusive em seu rótulo a assinatura de três grandes atletas relacionados ao clube inglês.
Sua coloração é fechada e intensa, aroma marcado por frutas e cassis. Aveludado, elegante e com ótimo final de boca. É envelhecido por quatorze meses em barricas  de carvalho francês e americano.


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terça-feira, 24 de março de 2015

258. Casa Amada - Cabernet Sauvignon - 2014

Agora meu amigo/compadre/irmão Fabiano também está trilhando os caminhos tortuosos para encontrar vinhos bons e baratos. Desta vez o cara acertou na mosca com esse ilustre desconhecido. Produzido pela famosa vinícola Casa Silva, uma das mais conceituadas e tradicionais bodegas do Chile, não tem nenhuma referência no site oficial. As pesquisas na web também mostram que este rótulo é absolutamente novo e, provavelmente direcionado ao mercado externo. Comprado no Muffato por R$19,90 é a verdadeira pechincha que todos procuramos.
Um vinho muito bem feito, simples, justo e com o claro propósito de ser o vinho do dia a dia.
Na taça é límpido, brilhante e vívido. Este Cabernet não é muito aromático mas possui o toque vegetal esperado nesta casta. No paladar é firme, regular, comportado e muito discreto. A grande sacada deste vinho realmente é sua modéstia. O winemaker estava totalmente convencido de que seu produto final seria apreciado pela grande parcela de consumidores do varejo.
Estou me sentindo muito bem por bebericar este vinho pensando em analisa-lo para esta postagem.... fazia tempo que isto não acontecia.


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domingo, 15 de fevereiro de 2015

257. La Joya - Gran Reserva - Cabernet Sauvignon- 2013



Aproveitando que a Karla está com um projeto em Santiago e precisa fazer viagens praticamente mensais a capital chilena, não deixo de fazer minha lista de "encomendas". Esta condição realmente me animou para reativar o blog, parado a mais de um ano.

Este rótulo foi uma indicação do pessoal local.
A vinícola Bisquertt tem característica familiar e foi fundada em 1978 por Don Osvaldo Bisquertt.
Localizada na região costeira do Colchagua exporta para mais de 30 países em quatro continentes.
Este La Joya Cabernet Sauvignon é bastante aromático trazendo um aroma carregado de especiarias como pimenta preta e cravo. Na boca é bastante intenso com ótima acidez e taninos ainda jovens. Com final longo e marcante, pode descansar por mais alguns anos para refinar o conjunto. Não fez feio diante de uma deliciosa carne de panela com tempero e sabor tipicamente caseiros.



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domingo, 19 de maio de 2013

254. Aromo - Merlot - 2011

Quase dois anos se passaram desde a ultima vez que tomei o Aromo Carmenere (relembre).
Este é o tipo de vinho que devemos ter várias garrafas guardadas para o consumo do dia a dia. É bastante simples mas muito correto. 
Não me recordo exatamente o que fui comprar no Supermercado Mercadorama, aqui em Curitiba, mas na passagem obrigatória pela seção de vinhos a etiqueta de R$12 chamou minha atenção. Comprar quatro garrafas e desembolsar menos de R$50, mesmo sendo um vinho básico é um bom negócio atualmente. Tanto é verdade que retornei ao mercado no outro dia e encontrei apenas um espaço vazio na prateleira onde as garrafas estavam. 
Mostrou coloração rubi bastante fechada e muitos reflexos violeta. No aroma frutas negras bem maduras, terra molhada e alguma nota vegetal ao fundo. Na boca é leve com média persistência. Alcool com pequeno destaque e taninos bastante contidos. Um vinho para ser bebido jovem e uma boa opção para o cotidiano.
Outro dia fomos ao aniversário de uma coleguinha do Felipe e conversando com o anfitrião da festa, tocamos no assunto preço do vinho. Inevitavelmente sempre é citada a compra além de nossas fronteiras, normalmente no Paraguai ou na Argentina, onde é possível adquirir rótulos pela metade do preço praticado no Brasil. Um bom exemplo é o argentino La Linda, que já passou aqui no blog (relembre) e pode ser comprado por US$6 enquanto seu preço do lado de cá da fronteira fica na casa dos R$30.
Aproveito para agradecer ao Leandro, papai da Letícia, pelo convite e reforçar nosso grande parabéns a simpática família.

Em tempo: também já passou pelo Mundo Vitis o Aromo Sauvignon Blanc (relembre) onde indiquei maiores detalhes sobre a Vina el Aromo.


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domingo, 28 de abril de 2013

252. Hemisfério - Cabernet Sauvignon - 2011

Comprei este rótulo na Wine.com por R$27 e posso afirmar que foi um bom negócio. Aliás, aqui vale uma consideração pois tenho utilizado frequentemente este portal para adquirir vinhos, algo muito possível pois o frete não é cobrado. A grande barreira para compra de vinhos on-line sempre foi o alto valor de entrega.
Produzido pela vinícola Miguel Torres é um varietal 100% Cabernet Sauvignon com uvas provenientes do Vale Central e metade da produção com passagem em barricas de carvalho francês por 06 meses. Tanto a madeira quanto seus 14% de alcool estão muito bem integrados ao conjunto. Não é dos mais aromáticos mas ainda assim entrega frutas negras frescas sobre uma sutil nota vegetal. Na boca mostra mais intensidade com bom corpo, final médio e bastante agradável. Gostei da proposta onde a passagem por madeira apenas afinou o vinho e não chegou a atribuir-lhe características de baunilha ou tabaco. O vinho é jovem, fresco, frutado e muito equilibrado. A indicação é de guarda entre 3 e 5 anos.
Outro ponto interessante é a preocupação da Miguel Torres com a sustentabilidade e o meio ambiente. A garrafa é bem mais leve que o habitual, a papelaria do rótulo é feita a partir de material reciclado e em suas vinhas utilizam técnicas de manejo orgânico.



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quarta-feira, 13 de março de 2013

249. Lauquita - Cabernet Sauvignon - 2010

Esta semana terminou a licença maternidade da Karla e ela voltou a trabalhar. Assim temos uma nova rotina que confesso ser bastante agitada e com poucas possibilidades de sobra de tempo. A noite as coisas são ainda mais complexas pois todos estão cansados e querendo algum tipo de atenção. Não sei exatamente como, mas as coisas fluíram bem neste primeiro dia e conseguimos até fazer um risoto al funghi e bebericar um vinho no jantar. Milagres realmente acontecem.
Este vinho faz parte do lote que comprei no Selo Reserva e já comentei o Merlot desta mesma linha (relembre).
Sua coloração é bastante consistente e fechada, com certo brilho e reflexos em violeta profundo.  No aroma inicialmente apresenta notas vegetais picantes que lentamente vão dando lugar a nuances frutadas. O detalhe que considero negativo é a pouca persistência destes aromas. Na boca é leve, com acidez equilibrada, taninos macios e pouco corpo. Com o álcool em 12,6% é bastante leve e fácil de beber. Este rótulo não é necessariamente gastronômico e pode servir tranquilamente como vinho de entrada para um jantar mais elaborado. Seguindo a mesma linha do Merlot, é fresco, jovem e não terá nenhuma melhoria com a guarda. Com nosso risoto encaixou como uma luva na harmonização e ficou até aquele gostinho de quero mais, pois a garrafa era de 375 ml.


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segunda-feira, 4 de março de 2013

247. Canepa - Novísimo - Carmenere - 2011

Outro dia, conversando com um conhecido, ele reclamava de sua posição na empresa em que estava trabalhando. Foi contratado para exercer a função de gerente de contas e ainda coordenar a equipe de atendimento ao cliente. Com muita experiência na área, conhecimento técnico de sobra, ótimo perfil para cativar e fazer as pessoas trabalharem em equipe, nada poderia dar errado. Ledo engano. Pelo que pude entender a empresa não estava preparada para ter mais um gerente em suas fileiras e foi "achatando" o seu espaço até colocá-lo no mesmo nível de todos os outros funcionários. Olhando de fora, acredito que o erro foi dos dois lados: dele, por não ter se posicionado corretamente, assumindo o papel de gerente e exigindo o cumprimento do que foi firmado em sua contratação e da empresa, por não cumprir com o acordado e ainda colocar de lado uma peça importante da engrenagem corporativa. Ambos estão perdendo.
Após este meu rompante a la Max Geringer, voltemos ao vinho.
A Viña Canepa tem o início de sua história em 1930 quando Giuseppe Canepa chega ao Chile e encontra neste país o terroir ideal para suas vinhas. No anos 80 foi umas das pioneiras na implantação de tanques de aço inoxidável na produção de vinhos. Em 2007 firmou uma parceria estratégica com a gigante Concha y Toro que possibilitou a aquisição de novas tecnologias e elevou seu status para uma corporação de nível mundial.
O Novísimo Carmenere 2011 é um vinho que reflete muito bem o estilo jovem e moderno da Canepa. Na taça é intenso e brilhante. Apresenta aroma frutado com ameixas, cerejas e amoras. Algumas notas mentoladas dão um toque de frescor e vivacidade. Na boca continua sua mostra alegre com taninos macios e acidez contida. Final médio e agradável. Indicação de corte com 85% de Carmenere e 15% de Cabernet Sauvignon com potencial de guarda de 3 anos.


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sábado, 2 de março de 2013

246. Luis Felipe Edwards - Gran Reserva - Carmenere - 2011

Este é o segundo rótulo desta vinícola que passa pelo Mundo Vitis. O anterior foi um Cabernet Sauvignon Reserva muito bem feito e que entregou boa qualidade (relembre). Também naquele post escrevi algumas linhas sobre a  Luis Felipe Edwards, que atualmente possui um complexo vinícola com capacidade de produção de 25 milhões de litros. Possui vinhas em Conchagua, Leyda, Maule e Casablanca, seu escritório (administração e exportação) está em Santiago e a unidade de produção está em San Jose Puquillay, sul do Colchagua. O vinho ícone da LFE é o Doña Bernarda, um Cabernet Sauvignon com pequenos cortes de Carmenere, Syrah e Petit Verdot, que tem suas proporções alteradas a cada ano de produção. Logo abaixo estão os premium LFE900 (também um corte) e o Marea de Leyda (Pinot Noir).
Quanto ao nosso Carmenere Gran Reserva, que também é conhecido como Reserva de Família, está posicionado na terceira escala hierárquica da linha da vinícola. É produzido com uvas selecionadas provenientes do Vale Colchagua, conhecido por seu clima mediterrâneo com forte influência da brisa marinha e dos ventos dos Andes. Somado ao bom índice pluviométrico e as altas amplitudes térmicas, torna-se região ideal para frutos carregados de sabor e aromas. A garrafa é pesada e o rótulo bastante discreto, tendo indicação de 100% Carmenere. No aroma trouxe um pequeno destaque para o álcool, indicando que deveria ser aerado ou talvez devesse descansar mais algum tempo na adega. Frutas vermelhas maduras, baunilha e algumas notas vegetais discretas sobre um fundo que lembra tabaco. Ao paladar mostrou intensidade, volume e certo "calor". Bom corpo com final bastante persistente, deixando retrogosto amadeirado e agradável.


Doña Bernarda a frente da ótima linha de produtos da LFE.



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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

242. Sonata - Cabernet Sauvignon - 2011

Este rótulo é produzido pela Vina Maipo (não tem referência a esta linha no site) e já passou aqui pelo Mundo Vitis na versão Carmenere (relembre). Comparativamente, desconsiderando a grande diferença entre as uvas, o Cabernet Sauvignon apresentou menos destaque na madeira (?) e no álcool. Porém, da mesma forma que seu antecessor demonstra todas as características de um vinho para ser bebido jovem, se possível antes de seu terceiro aniversário. Mostrou bom corpo com coloração muito fechada e brilhante. Apesar de pouco persistente possui aroma frutado intenso. Na boca destaque para as especiarias, que não aparecem no nariz, boa acidez e algum dulçor. Final médio, trazendo no retrogosto um toque amargo, como açúcar queimado. É o famoso vinho para cozinhar, ou seja, beber sem prestar muita atenção nele e concentrar-se na atividade principal.

O site da vinícola está apresentando o lançamento de uma nova linha Reserva de varietais chamada Vitral, não sei se chegará ao Brasil, de qualquer forma achei o vídeo muito bacana.



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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

241. Lauquita - Merlot - 2010


Como fazia algum tempo que estava pesquisando e tinha alguns bônus disponíveis resolvi experimentar uma compra on-line de vinhos.
Utilizei o portal do Selo Reserva pois o namoro era antigo e achei que mereciam este privilégio. O desconto disponível em meu usuário era referente a convites que enviei para amigos sugerindo o site e praticamente serviu apenas para "quebrar" o frete. Cauteloso, optei por uma aquisição menos custosa e que contemplou três meias garrafas: o Lauquita Merlot, Lauquita Cabernet Sauvignon e o Sauvignon Blanc.
Produzidos pela chilena Lauca Wines no Vale do Maule, conta com mais de 600 hectares de vinhas e tem como "garota propaganda" a simpática lhama. A Lauquita é a linha de entrada da vinícola e sequer tem passagem por madeira. É o tipo de vinho fresco e jovem para ser bebido em até 2 anos.
Este Merlot mostrou boa tipicidade e muita simplicidade. Com coloração rubi escura muito fechada aparenta mais corpo do que realmente tem. Aroma vegetal contido que acabou não abrindo com o passar do tempo na taça. Ao paladar é bastante limpo, com certa picância (vegetal), com acidez média e taninos contidos. É um vinho simpático e bem feito, mas eu esperava um pouquinho mais. Vamos aguardar o Cabernet Sauvignon.



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domingo, 13 de janeiro de 2013

240. Antu Ninquem - Cabernet Sauvignon - Carmenere - 2010


Após diversos estudos numerológicos e cálculos escalafobéticos decidimos, eu e a Karla, que três é o número de filhos perfeito e alinhado com nossos ascendentes astrológicos. Nossa casa parecer pequena, termos trocado nosso carro por outro de sete lugares e os valores triplicados da escolinha também auxiliaram um pouco neste processo. A ideia de planejamento familiar faz todo sentido agora, sendo assim, como genitor, macho e cabra da peste que sou, e também com a imposição da Karla, "decidi" pela vasectomia. 
Definida como uma cirurgia de esterilização voluntária (nem sempre!) é feita através da ligadura (secção) dos canais deferentes do homem apenas com anestesia local. Este método torna o homem estéril sem interferir na produção de hormônios nem em seu desempenho sexual. Sinceramente o procedimento cirúrgico no meu caso foi muito tranquilo e os 30 minutos que fiquei esticado na maca conversando com o Dr. Samir passaram rapidamente. Saí do hospital sem problema algum e voltei dirigindo para casa. Desconsiderando o fato de, após umas duas horas da cirurgia, eu ter a sensação que levei um chute do Anderson Silva no saco, minha recuperação foi bem aceitável.
Este vinho chileno ganhei de presente de aniversário do compadre Fabiano, que também já passou pelas "mãos" do Dr. Samir. Além disso quebrei uma de minhas regras de ouro, onde deveria beber o vinho com quem me presenteou. Como não fiz isso, vou esmerar nos detalhes para que minhas impressões sejam suficientes para matar a curiosidade do grande amigo. 
Com conjunto externo composto por uma garrafa pesada, rótulos elegantes e discretos, ótimo material que protege a longa rolha de cortiça natural, já demonstra o cuidado do produtor em causar boa impressão. Sua cor é fechada, densa, de um rubi intenso e profundo. A profusão de aromas preenche o olfato com notas de amoras e ameixas maduras, pimentão, baunilha e nota final tostada lembrando tabaco. Ao paladar continua entregando frutas negras maduras com muita suculência  Os taninos ainda muito vivos certamente seriam acalmados com maior tempo de descanso. Penso que seja um vinho para 5 anos de guarda ou mais. Muito corpo, com um conjunto equilibrado e final de boca longo.
Consultando a página do produtor observei a indicação que 100% do vinho passa por estágio de 14 meses em barricas. Sendo estas 20% de carvalho americano e 80% de carvalho francês, metade novas e metade de segundo uso. A ficha técnica ainda revela composição de 70% Cabernet Sauvignon (uvas colhidas em 5 de maio de 2010) e 30% Carmenere (uvas colhidas em 20 de maio de 2010) sendo as vinhas com idade de 13 anos. Este mesmo rótulo, mas com safra de 2009 obteve 90 pontos na avaliação de Robert Parker e do Descorchados (mais importante guia de vinhos do Chile).



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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

232. Tutunjian - Cabernet Sauvignon - 2008


Normalmente guardo o vinho que ganho dos amigos para posteriormente compartilhar com o "pai da criança". Isto gera uma situação interessante pois coloca frente a frente criador e criatura. No caso deste Cabernet chileno, que ganhei do confrade Jeferson em meu aniversário, contrariei minhas regras e saquei a rolha sem a presença do ilustre amigo. 
Particularmente gosto muito quando retiro o invólucro que protege a rolha e observo um bom material. A própria rolha, neste caso de cortiça maciça, também indica especial cuidado do produtor com a nossa primeira impressão. Somado a estes detalhes a pesada garrafa em formato bordalês impecável e o sóbrio rótulo, fecham um belo conjunto visual externo.  
O contra-rótulo indica informações importantes sobre os vinhedos e o processo de fabricação. O texto ressalta o cuidado na colheita manual das uvas, que provém de plantas com mais de 30 anos, bem como o envelhecimento em barris de carvalho por 12 meses e em garrafa por mais 6 meses antes de ser comercializado. 
Na taça é escuro, brilhante e intenso. Aromas frutados e notas de baunilha se destacam. Na boca é muito quente e picante. O final de boca mantém a intensidade inicial, infelizmente com destaque para álcool.  Neste ponto parece estar o único defeito deste rótulo, onde o álcool deixa a pulga atras da orelha a partir da análise olfativa. Quando percebi esta característica deixei o vinho em decanter por mais de 2 horas e ainda assim o álcool parece estar "grudado".


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sábado, 13 de outubro de 2012

229. De Martino - Legado - Carmenere - 2010


Elas chegaram! 
Hoje, 13 de outubro de 2012 o jardim de nossa família ficou mais colorido, nossas duas florzinhas nasceram! A Larissa com pouco mais de dois quilos e a Marina com um quilo e oitocentas gramas vieram ao mundo perfeitas e com muita saúde. Nossa mamãe foi guerreira durante toda a gestação e apesar de um pequeno susto na recuperação pós-anestesia também está super bem. Todos estamos bem e muito felizes. Obrigado aos amigos e família que ajudaram e pensaram positivo nestes últimos meses.
O primeiro a chegar na maternidade foi o compadre Adriano e sua esposa Ana, eles são os padrinhos da Larissa e cancelaram a viagem no feriado para participar deste momento tão especial de nossa família. Assim, não poderia fazer este post com outro vinho que não fosse o presente que recebi deles (Adriano e Ana) em meu aniversário mês passado.
A Vinícola De Martino foi fundada em 1934 pelo italiano Pietro De Martino Pascualone. Atualmente a terceira e quarta geração da família é que conduzem a propriedade com mais de 300 hectares. A característica mais marcante deste produtor certamente está em seus vinhedos cultivados com modernas técnicas orgânicas. Com práticas sustentáveis como tratamento e reaproveitamento da água, redução da emissão de carbono e agricultura biológica, tornou-se referência na produção de vinhos orgânicos no Chile. Este rótulo é feito com 100% Carmenere de vinhas plantadas entre 1992 e 1998. É um vinho de coloração muito fechada e escura. O aroma é contido, sério, que lembra frutas negras maduras com cassis sobre um fundo sutil de tabaco. Na boca repete a sobriedade do olfato. O retrogosto de média persistência remete a uma última nota de baunilha. Certamente mais dois ou três anos de garrafa fariam muito bem a este ótimo representante da casta ícone do Chile.

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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

228. Casas Patronales - Reserva Particular - Carmenere - 2008


O tempo realmente é implacável. Este já é o terceiro post para registro, além do vinho, da data do meu aniversário. Em setembro de 2010 o blog ainda engatinhava na web com seus quatro meses de vida, enquanto o rótulo era apenas o segundo vinho francês que eu experimentara. A história daquele post é bastante particular e não consigo esconder um sorriso sempre que a recordo (relembre).
Já em 2011 o momento foi muito diferente pois eu havia mudado de emprego, o Felipe completará dois anos e a comemoração foi com um delicioso jantar com a primeira dama. Tudo perfeito, inclusive o vinho (relembre). Este ano também foi diferente e animado, pois meus grandes parceiros de taça apareceram em  minha casa para o brinde. Os compadres Adriano e Fabiano, os amigos Junior e Jeferson, bem como suas respectivas famílias preencheram o ambiente com muita conversa e boas risadas. Também não posso esquecer a presença do meu sogro e sogra, obrigado a todos! 
Entre os vários rótulos da noite o primeiro foi um Reserva Particular Carmenere da Casas Patronales. Com uvas plantadas na região chilena do Vale do Maule, famoso por seu solo argiloso e clima tipicamente andino. Extremamente aromático, trazendo frutas escuras, ameixa preta, tabaco e também notas de baunilha. Na boca continua entregando muita fruta (agora compotada), especiarias sobre um fundo amadeirado. 
Inicialmente a madeira parece sobrepor o conjunto, mas a medida que o vinho é aerado o equilíbrio é restabelecido  O final é prolongado e agradável. Indica estágio de 12 meses em barricas de madeira e potencial de guarda de 5 anos. Um ótimo vinho, talvez o melhor da noite.

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terça-feira, 25 de setembro de 2012

226. Marques del Nevado - Merlot - 2011

Esta semana tive nova oportunidade de beber o controverso rótulo espanhol Toro Loco (relembre). Meu compadre Anderson adquiriu duas garrafas na Wine.com, ainda no primeiro lote trazido com exclusividade e com cerca de 120 mil unidades. Segundo informações que encontrei na web o segundo lote já está negociado, porém a quantidade de garrafas negociadas segue em segredo. Acessei o portal da Wine.com e não existe referência ao Toro Loco em nenhum local do site, pelo menos nas áreas abertas a não assinantes. No meu comentário sobre o Toro Loco, feito duas semanas antes de sua explosão midiática, indicava que talvez fosse um estilo mais moderno em relação a outros rótulos do velho mundo. Nesta nova oportunidade pude comprovar isso com a opinião da Karla, que as cegas, pois o Anderson propositalmente escondeu a garrafa, indicou que talvez aquele vinho fosse chileno. Quanto a mim, fiquei intrigado e com  aquela sensação de Déjà vu, mas sem apostar em chileno ou argentino. Minha memória organoléptica não conseguiu referenciar sequer a Tempranillo, quanto mais o rótulo específico. Depois de desmascarado consegui lembrar de algumas características e a mudança mais marcante, certamente pela aeração no decanter, foi a diminuição da presença do alcool. Porém, também foi embora a nota de baunilha que destaquei na primeira degustação.
Na sequência abrimos o Marques del Nevado para colocar a prova o polêmico espanhol. Neste caso foi covardia, pois o Merlot chileno mostrou muito desequilíbrio principalmente no alcool e tanicidade. Tudo bem que a faixa de preço era desigual (Marques - R$13 e Toro - R$25) mas de qualquer forma foi uma lavada. Eu havia experimentado o Carmenere (relembre) desta linha e até indiquei como boa relação preço x qualidade. Mas com a Merlot ficou bem abaixo do esperado, me deixando de certa forma surpreso. Inicialmente pouco aromático e bastante agressivo no paladar, quente e com alcool em evidência. Não vai melhorar com tempo de garrafa, certamente esta não é a proposta do produtor.

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terça-feira, 18 de setembro de 2012

225. Santa Carolina - Shiraz - 2011

Faltam três semanas para a chegada das gêmeas. A ansiedade fica evidente quando tento escrever algum fato ou história interessante para abrir a postagem. Na minha cabeça passam apenas fraldas, chupetas, mamadeiras, noites insones e toda a logística que teremos que criar para atender estes dois anjinhos que teremos a felicidade de receber. O Felipe também sentiu a proximidade das meninas e já demonstra alguns sinais claros de ciúmes. Com seu reinado acabando aumentam as manhas, choros, pedidos de colo e dificilmente consigo fazer alguma coisa em casa sem que ele esteja junto. A Karla demonstra que a reta final se aproxima com muitas dores e cansaço. Mas todas estas dificuldades passageiras são pequenas se comparadas a enorme alegria que tomou conta de nossa casa e de nossa família.
Este vinho foi bebericado no chá de fraldas e apenas agora consegui tempo para comentá-lo. Me chamou a atenção eu nunca ter visto a uva Shiraz na linha Reservado desta vinícola chilena. É um vinho simples, honesto e com uma proposta bastante clara: passar juventude e frescor. Muita fruta e temperos negros nos aromas. Na boca alguma intensidade com acidez e taninos em harmonia. Acredito que apenas o alcool ficou um pouco destacado, mas posso até creditar isso a temperatura incorreta de serviço, pois deveria tê-lo resfriado um pouco mais.


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terça-feira, 24 de julho de 2012

217. Viu Manent - Carmenere - 2009

Este rótulo experimentei no aniversário de meu afilhado, o "Lui". Inteligente, educado e coxa-branca, este garoto vai longe. Frequenta o estádio Couto Pereira desde muito pequeno, era uma espécie de talismã e recebia o carinho da torcida quando chegávamos nas cadeiras inferiores. Foram muitos invernos, noites frias e chuvosas, dias de sol, jogos da série B e A do brasileirão, Copa do Brasil e Paranaense, mas estávamos sempre lá, uniformizados e com a esperança de um bom jogo. Para o Lui a obrigatoriedade era o pastel de carne, o copo de refrigerante e as vezes uma pipoquinha para fechar. Com as boas lembranças desta época fico ansioso para levar o Felipe no estádio e assitir um jogo do Coritiba, quem sabe ainda este ano.
No caso do vinho é fabricado pelo vinícola chilena Viu Manent, fundada em 1935 pelo catalão Miguel Viu-Garcia. A cidade escolhida inicialmente foi a capital chilena e somente em 1996 comprou uma propriedade na região de Cunaco em Colchagua, distante 150km de Santiago. Encontrei algumas referências na web sobre a ótima característica turística da vinícola, com passeios guiados pela propriedade, restaurantes e salas de degustação.
Durante uma festa de aniversário certamente não é a ocasião mais adequada para analisar um vinho, porém a qualidade deste rótulo é bastante aparente. Ótima coloração, fechada e brilhante. Aromas de temperos escuros, frutas negras maduras com fundo tostado. Algumas notas de baunilha também aparecem muito sutilmente. Na boca é elegante e aveludado. Álcool na medida certa e final médio.
Segundo o site é composto de 100% Carmenere com amadurecimento de 25% do vinho em barricas de carvalho francês e americano de segundo e/ou terceiro uso.


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domingo, 8 de julho de 2012

212. Marques del Nevado - Carmenere - 2010

Quando pagamos R$12 por uma garrafa de vinho logo pensamos: lá vem bomba!
Esta pré-concepção de que o barato não é bom está enraizada no mundo do vinho de maneira quase cancerígena. É evidente que os vinhos com preços mais baixos são oriundos de processos industrializados em verdadeiras linhas de produção dentro das vinícolas. As uvas não foram selecionadas e desengaçadas manualmente, nem o proprietário experimentou uma uva de cada videira ou utilizou processos artesanais seguindo tradições familiares. Porém, atualmente a tecnologia empregada da fabricação de vinhos, principalmente no Novo Mundo, permite produzir grandes quantidades com ótima qualidade. Quando falamos em tecnologia não é apenas uma referências ao maquinário empregado na colheita, produção e engarrafamento, mas também aos avanços genéticos das plantas, o melhor entendimento e monitoramento nas condições do solo e clima, melhoramentos nos processos químicos e biológicos da fermentação, maturação e conservação do vinho, além das observâncias nas questões ambientais na produção dos vinhos orgânicos. Bem, todo este discurso pode ser resumido no seguinte: este vinho de R$12 é muito bom.
Na taça uma ótima cor rubi brilhante e límpida. No aroma muita fruta vermelha jovem, ervas frescas e alguma nota herbácea mais ao fundo. Médio corpo, taninos equilibrados, boa persistência e apenas um pequeno destaque do álcool que inicialmente incomoda. Nada que algum tempo de taça não resolva e bebê-lo sem pressa parece ser o segredo. Fiquei satisfeito com o vinho e feliz, pois ressurgiu minha esperança de beber bons vinhos a preços honestos.

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211. Santa Carolina - Cabernet Sauvignon - 2010

Utilizar um determinado material para cada ano e indicar esta etapa com uma comemorção faz parte da cultura ocidental. Completando doze anos de casamento estamos (eu e a Karla) fazendo "Bodas de Seda". Passamos pelos últimos anos (alumínio e aço) com ótimas perspectivas e curtindo o crescimento do Felipe. Para os dois próximos anos (renda e marfim) o propósito é o mesmo, mas agora além do Felipe as gêmeas Marina e Larissa entraram nos planos. Deixamos o baixinho na casa da Vovó e partimos para um tranquilo jantar comemorativo. A dúvida estava entre comida japonesa e o fondue, mas a noite gelada de Curitiba decidiu por nós.
O restaurante Petit Chateau fica em Santa Felicidade, bairro sinônimo de gastronomia em Curitiba. Fundado em 2007 possui ótimas opções no meu a la carte e no inverno o tradicional rodízio de fondue. Este último inicia com o de queijo, acompanhado de pães e batatas, seguido pelo fondue de carne, frango e lombo suíno com vários tipos de molhos. O fechamento fica por conta dos doces: chocolate preto, branco e doce de leite com diferentes frutas e marshmallows. O único detalhe que o restaurante pode melhorar é a calefação, pois em noites frias com janelas fechadas o ar fica bastante pesado, principalmente pela "fritura" do fondue de carne.
Como a Karla não esta bebendo e ainda buscaríamos o Felipe a opção para o vinho ficou na meia garrafa. Diante de poucas opções escolhi o Santa Carolina - Cabernet Sauvignon - 2010. Confesso que fui bastante conservador pois o vinho esta noite estava em segundo plano.
De qualquer forma não decepcionou e mostrou-se digno representante dos cabernets chilenos. Sutil e discreto nos aromas (frutados). Na boca é leve, com a mesma fruta discreta do nariz, taninos suaves e agradável retrogosto. Eu já havia experimentado este vinho em outras oportunidades e realmente merece a fama de campeão de vendas nos supermercados. Já comentei um outro Santa Carolina no blog (relembre).

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sexta-feira, 15 de junho de 2012

207. La Palma - Cabernet Sauvignon - 2010

Este rótulo foi oferecimento do camarada Ernesto. Por falar nele, o Ernesto, tenho uma grande simpatia pelo seu jeitão tranquilo e equilibrado. É um cara muito carismático que aceitou serenamente todas as provocações de nossa turma. Explico melhor: temos certa semelhança física que foi motivo de inúmeras piadas e brincadeiras.
A Viña La Rosa é uma das mais antigas do Chile, fundada em 1824 pela família Ossa. Este vino é produzido com uvas do Valle Del Cachapoal que fica ao sul de Santiago e é considerada a região onde a Cabernet Sauvignon teve a melhor adaptação. Na taça cor intensa com destaque para o violeta. No nariz é jovem, frutado e com certo destaque para o alcool. Intensas notas de baunilha com pimentão em um fundo de madeira. Inicialmente mostrou-se quente (alcool) e com a madeira exagerada, desequilibrando um pouco o conjunto. Na sequencia acalmou e ficou menos agressivo ao paladar. Particularmente não gosto quando a madeira fica em destaque sobre a frutosidade do vinho. O final de boca traz novamente a baunilha, agora com algum tostado.Certamente este jovem chileno será beneficiado com uma aeração prévia.

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