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segunda-feira, 14 de maio de 2012

195. Table Mountain - Merlot - 2010

Além das seis crianças na família, agora o pequeno Gustavo chegou para somar ao time dos primos. Particularmente não vejo motivo melhor para abrir um vinho do que a chegada de um novo integrante no clã. As mulheres "babavam" sobre o pequeno, tentavam identificar e associar cada traço a alguém da família; os olhos da mãe, a boca da vovó, o nariz do avô, o queixinho da bisa e por ai vai. Quanto aos homens, que por questões genético-evolutivas não conseguem visualizar semelhanças entre um recém nascido e um adulto, resta sorrir, balançar positivamente a cabeça e sair de fininho. Esta retirada é estratégica e necessária pois a qualquer momento alguém pode perguntar sua opinião sobre a semelhança e, nestes momentos, a sinceridade masculina pode quebrar todo o clima.
Agora na sala e acomodados para um bate-papo, o compadre Anderson sacou este simpático vinho sul-africano. Seu nome faz referência a famosa região bem ao sul do país no encontro dos dois oceanos. A formação rochosa propicia uma proteção natural do vento frio que sopra do Atlântico na primavera e os vinhedos encontram um excelente micro-clima.
Na taça boa coloração rubi com reflexos cereja, límpido e brilhante. Aromas típicos da Merlot com fruta muito madura e alguma nota vegetal ao fundo. Na boca é agradável com médio corpo e retrogosto frutado.


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terça-feira, 15 de novembro de 2011

157. Durbanville Hills - Pinotage - 2009

Após o divertidíssimo aniversário do Pedrinho, com direito a caricaturista e show de mágica, fomos convidados pelos anfitriões Jeferson e Luciana para uma saideira em sua casa, quanta honra. Nem preciso dizer que o Felipe também adorou a oportunidade de acompanhar a abertura de todos os presentes!
Isto feito, não demorou que o confrade fizesse a esperada pergunta sobre qual garrafa iríamos abrir. Após um rápido inventário da adega optamos por este sul-africano.
A África do Sul só teve oportunide de mostrar seus vinhos ao mundo após o fim do apartheid em 1991. Antes disso sua produção e técnicas eram muito particulares e restritas somente ao interior de suas fronteiras. Foram décadas de pouco acesso a tecnologia e a informação, que agora vem sendo recuperadas com velocidade impressionante.
A Pinotage é sua uva emblemática pois teve ótima adaptação ao terroir africano. Ela surgiu em 1925 a partir do cruzamento da Pinot Noir e a Hermitage (Cinsault). Outras castas também tiveram boa adaptação como a Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah (tintas), Chardonnay e Sauvignon Blanc (brancas). As principais plantações de vinha estão localizadas na região costeira sudoeste, beneficiando-se das brisas oceânicas do Atlântico. Stellenbosh é a região mais famosa e com maior número de produtores, seguida por Constantina, Paarl, Franschoek e Swartland.
Quanto ao nosso rótulo ele não decepcionou e mostrou-se um digno representante desta nova escola de vinhos. Bastante aromático com muitas notas de frutas vermelhas frescas como morango, amora e ameixas. No paladar é complexo, completo, com ótimo volume, acidez e alcool em equilíbrio. Muito sedoso com taninos redondos e elegantes. A madeira é discreta e aparece apenas no agradável retrogosto rico e prolongado. Este ponto é interessante pois a ficha técnica no site da Durbanville Hills indica passagem por carvalho francês durante 12 meses. Seguindo a tendência do Novo Mundo para seus vinhos não possui rolha e sim tampa rosqueável (screwcap).

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

121. Nederburg - Cabernet Sauvignon - 2008

O Grupo Madalosso é composto pelo velho e novo restaurante, a Cantina Fadanelli, Anello Gastronomia, PaniCiello Pães Especiais e a casa de eventos Mezza Notte.
Foi no novo Madalosso, com capacidade para 4.600 pessoas e que entrou para o Guiness Book como maior restaurante das Américas, que encontramos os confrades Fabiano e Jeferson com suas respectias famílias para um descontraído jantar. Também contamos com a presença do Clodoaldo e esposa que deram um toque ainda mais animado ao encontro. Muito bem... crianças no parquinho, polentinha e frango frito abrindo caminho, a conversa animando e finalmente abrimos a noite com uma super pedida do Jeferson: o australiano Matilda Plains - Cabernet Shiraz que já passou pelo Mundo Vitis (relembre). Para a segunda garrafa sugeri então outro Cabernet do novo mundo: o Nederburg. Esta vinícola sul-africana foi fundada em 1791 e atualmente é considerada um ícone daquele país. Investe muito em tecnologia e nas melhores práticas para obter alta qualidade em seus produtos. Atualmente possui quatro grandes linhas de vinho: a Ingenuity, a Foundation, a The Winemaster’s Reserve e a Manor House.
Este rótulo que escolhi foi produzido 100% com uvas Cabernet Sauvignon, colhidas em vinhedos da região de Stellenbosch e passou 12 meses em barricas de carvalho americano, frances e romeno.
Foi produzido especialmente para comemorar a Copa do Mundo, levou o nome de Twenty10 e ganhou versões em rosé (também com Cabernet Sauvignon) e branco (com Sauvignon Blanc).
No aroma muita fruta, algum tostado e defumado sutil. Na boca é leve, com taninos pouco marcantes e acidez na medida certa. Médio corpo e final curto. Não possui nada de especial, mas é um vinho muito correto.
A terceira garrafa, um Caldora - Montepulciano D´Abruzzo - 2010, foi bebido tão descontraidamente que confesso não recordar todas as suas características organolépticas (!). Mas também é um ótimo vinho, mas bastante diferente por pertecer ao velho mundo (Itália).


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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Obikwa - Cabernet Sauvignon - 2009

Quando abri esta garrafa estava assistindo Empty Eyes, que é o décimo oitavo episódio da sétima temporada do CSI. Interessante que a trama envolvendo o assassinato de seis garotas tinha como uma das principais evidências uma garrafa de Chardonay vazia. Encontrada na cena do crime tinha algumas digitais que foram fundamentais para a solução do caso. Engraçado pois hoje fiquei com uma enorme dúvida entre abrir este Cabernet ou um Chardonay.
Já comentei o Pinotage desta mesma marca (relembre) e a impressão foi a melhor possível. A garrafa de hoje ganhei de presente de meu irmão Wesley.

O vinho na taça possui uma cor muito profunda, escura e sem transparência. No olfato é bastante interessante com fruta vermelha madura, algo herbáceo e uma nota floral que não consegui detalhar. Também apresentou pequeno destaque no alcool e um toque final de baunilha. É um vinho muito "saboroso" e entrega boa parte das características olfativas na boca. Final médio com retrogosto sutil e agradável. É um vinho muito correto com poucos defeitos. Indica 13,5% de alcool e passagem de três meses em barricas de carvalho francês. Outro detalhe é a tampa rosqueável.





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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Two Oceans - Pinotage - 2009

É muito bacana acompanhar o desenvolvimento pessoal e profissional das pessoas que estão a nossa volta, principalmente da nossa família. Meu irmão mais novo, o Ronald, sempre se mostrou um exemplar colaborador em todas as empresas que trabalhou: pontual, criterioso e sempre muito correto, tanto nas ponderações quanto nas ações. Agora, com alguns anos de experiência acumulados no segmento que atua, decidiu estabelecer uma parceria criando sua própria empresa: a Supritécnica. O começo não é fácil, exige dedicação e muito trabalho, mas tenho certeza que esse empreedimento será um grande sucesso! Para conversarmos mais sobre essa nova etapa, no último domingo almoçamos juntos em sua casa. O papo foi produtivo, a lasanha bolognesa estava sensacional e a outra boa pedida ficou por conta do vinho. Eu já havia experimentado a Pinotage sul-africana (relembre) e apenas confirmei minha simpatia por esta cepa.
O Two Oceans é produzido pela Distell Limited na região de Western Cape, África do Sul. Tem uma característica interessante em sua vinificação: não passa por barricas de madeira e sim é fermentado com lascas (chips) de carvalho francês durante nove meses. Esta moderna técnica visa passar o gosto e aroma de madeira de forma mais rápida (e certamente mais barata) ao vinho. Sua cor tende ao violeta com alguma transparência, muito brilhante e muito bonito na taça. Aroma intenso de frutas negras maduras com notas amadeiradas. Na boca confirma a madeira, taninos equilibrados e baixa acidez. Final médio. Ótimo retrogosto com fruta e algo que lembra baunilha. Paguei R$20 no Extra.

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domingo, 27 de junho de 2010

Obikwa - Pinotage - 2009

O clima da Copa do Mundo contribuiu e meu grande parceiro Everton (colaborador do Mundo Vitis) me presenteou com esse vinho.
Elaborado na região de Stellenbosch com a uva Pinotage, que surgiu do cruzamento da Pinot Noir e da Hermitage, tornou-se símbolo da vitivinicultura da África do SUl.
O nome vem de uma das mais antigas tribos da África do Sul e o símbolo inspirado em um avestruz.

É necessário trabalhar o lado psicológico quanto ao impacto incial da falta de rolha, pois possui tampa rosqueável. A retirada da rolha faz parte da cultura e do serviço do vinho.
Na taça mostrou uma bela coloração rubi escuro com reflexos de violeta. Com corpo médio apresenta aroma bastante complexo. Taninos redondos, acidez controlada e retrogosto frutado com clara presença de madeira.
Encontrei referências indicando passagem por barricas de carvalho francês por 3 meses.
É um vinho bastante interessante e com preço justo (entre R$24 e R$28).


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