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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

166. Chianti - Ruffino - 2010

Praticamente um mês sem postar nada no blog! Realmente um fato inédito.
Porém a quantidade de anotações que tenho vão "pipocar" por aqui muito em breve. Agora vou priorizar o pedido da primeira dama e comentar este Chianti.
Dois fatores são especiais com relação a este vinho: foi o acompanhamento perfeito para o delicioso risoto de funghi e mignon na mostarda feito pela Karla. O segundo foi a companhia do casal de amigos Fernando e Patrícia que moram em Manaus e estão matando a saudades de Curitiba. Outro fato interessante é qe esta é a primeira vez que vou postar um mesmo vinho mas com safra diferente (relembre o Chianti - Ruffino - 2007).
Produzido na região central da Toscana com 75% de Sangiovese e 25% de Canaiolo, amadurece quatro meses em tanques de inox com temperatura controlada. Na taça mostrou-se bastante fechado, diria até mesmo tímido se comparado ao 2007. No aroma amoras e cereja, bastante frutado. Na boca a melhor palavra para descrever seria equilíbrio. Taninos redondos, boa acidez, corpo médio com final um pouco curto mas muito intenso. Ficou um pouquinho abaixo em relação ao sabor do risoto mas sem comprometer a harmonização.


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domingo, 3 de julho de 2011

109. Chianti - Ruffino - 2007


Este talvez tenha sido o único vinho não canadense que tomei em Toronto.
No caminho entre nosso apartamento e a estação Wellelsley do subway, diariamente passávamos pela simpática construção em estilo inglês. Na entrada algumas mesas que ficavam quase na calçada sempre haviam alguns clientes que, na sua grande maioria, era formada por senhores e senhoras da melhor idade. Como esse pessoal mais experiente sempre sabe das coisas, decidimos experimentar o jantar. Na chegada fomos muito bem recebidos e escolhemos uma mesa no pequeno salão elevado no fundo do restaurante. O estilo sóbrio da fachada era repetido no interior com mobiliário clássico em madeira escura, muita prataria, quadros, cortinas e luz indireta. Duas curiosidades: nos restaurantes canadenses a água não é cobrada e geralmente é servida fresca com folhas de hortelã (opcional). Outro aspecto interessante é que os carros não devem ficar estacionados em vias públicas após determinado horário. Por isso quando você chega em um restaurante a noite a primeira pergunta é sobre seu carro, pois existem tickets pagos que permitem uma maior permanência do veículo. Alguns fornecem esses tickets como cortesia aos clientes. Na periferia de Toronto a regra é a mesma, deixar o carro estacionado na rua em frente a sua casa é passivo de multa e até recolhimento do veículo. Lugar de carro é na garagem.

Voltando ao nosso jantar optamos por massas: a Karla e o Felipe escolheram um Penne Rose (Penne com cubos de frangos salteados com legumes em molho rose - CA$16); eu escolhi uma Lasagna al Forno (massa caseira de quatro camadas com carne moida ao molho ragu e queijo fresco - CA$15). A carta de vinho era bastante variada e com opções interessantes para taça.
Como estávamos passeando pela gastronomia italiana aquela noite decidi pelo Chianti Ruffino. Produzido na região da Toscana, no centro da Itália, as regras quase sempre obrigam uma grande proporção da Sangiovese, minha uva preferida, na produção do Chianti. Na chegada a generosa taça estilo globe francês já transbordava aromas de frutas e flores. A cor é de um rubi intenso, pouca transparência e um brilho contido. Ao aproximar do nariz muita fruta, notas de avelâ e uvas passas. Algumas notas florais mistas também completavam o complexo bouquet e convidavam ao primeiro gole. Na boca intenso, completo, refrescante e fresco. É difícil descrever o paladar de um vinho tão completo. Álcool imperceptível e a acidez na medida certa para a gastronomia. A profusão de sabores passa do frescor da fruta até o retrogosto picante que lembra pimenta branca. Certamente não tem passagem por madeira.

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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Poggio al Casone - Chianti Superiore - 2007

Quando fiz o primeiro post de Chianti (relembre) afirmei que buscaria rótulos com maior qualidade. Já melhorou bastante neste segundo exemplar. A Familia Castellani tem muita experiência na produção deste "Toscano". Possui um dos mais belos e valorizados imóveis da região e contempla três vinhedos: Vigna Gobba, Vigna degli Apostoli e L'Angolo d'Oro. As principais uvas são a Sangiovese, Canaiolo e Ciliegiolo. Além da Cabernet Sauvignon e Syrah também criaram um pequeno vinhedo experimental com clones nativos daquela região.

O vinho na taça mostrou bela cor rubi com muito brilho e algum reflexo terroso (granada). Formou muitas lágrimas rápidas com alguma cor. O aroma ficou fechado por um bom tempo e depois apresentou mineral e baunilha. No sabor algo de vegetal e chocolate. A indicação de passagem por doze meses em barrica de carvalho eslavo é pouco percebida tanto no nariz quanto na boca. O tostado também é muito sutil e se apresenta no retrogosto de maneira agradável. Boa acidez, taninos firmes que geram boa persistência.
A referência do produtor para a composição é de 90% sangiovese e 10% canaiolo. A indicacao para beber entre 2009 e 2013. Comprei no Angeloni por R$35.

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domingo, 26 de setembro de 2010

Valdorella - Chianti - 2006

O Chianti é um vinho tinto produzido na região da Toscana, Itália. É muito popular e facilmente encontrado nos restaurantes italianos em todo o mundo. Existem vários tipos de Chianti: Clássico, próprio da região de Toscana entre Florença e Siena; Colli Aretini, de Arezzo; Colli Senesi, da província de Siena; Colli Fiorentini da região de Florença; Colli Pisani da provincia de Pisa; e também o Montalbano, o Montespertoli e o Rufina. Comum entre todos eles é a cepa Sangiovese, que deve participar da composição dos vinhos em mais de 80%, sendo que o restante, variando para cada região, pode conter ainda a Canaiolo, Malvasia Rossa e Trebbiano Toscano. Esta garrafa que adquiri no Carrefour por R$24 tem indicação da região de Arezzo.

A sigla D.O.C.G. quer dizer Denominazione di Origi Controllata e indica o padrão italiano para controle de qualidade dos vinhos.

Na taça mostrou cor rubi opaca avançando para um tom mais terroso, possivelmente acentuado pelo tempo na garrafa. Apresentou pouca formação de lágrimas, finas que escorregam lentamente pelas paredes do cristal. Muito límpido porém com pouca transparência. O aroma entregou algo de terra molhada, couro e azeitona verde (esperava mais frutas!). Ao final senti uma leve nota frutada, talvez romã. Corpo médio e boa estrutura, com acidez controlada e taninos equilibrados. Promove na boca uma adstringência agradável com retrogosto suave e ótima persistência.
Pelo preço que paguei achei um vinho justo, sendo muito superior ao Bardolino (relembre) da mesma cantina. Fiquei bastante curioso para degustar um Chianti mais jovem e com maior reputação.

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