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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

118. Sandeman - Porto Branco


Lá se vão duas semanas sem escrever uma linha sobre vinhos. Não que eu esteja sem beber mas o tempo para me dedicar ao blog é que parece ter encolhido.
Tenho anotado e guardado várias considerações sobre rótulos e momentos importantes em que foram degustados. Um desses momentos foi no último final de semana quando ganhei da Karla uma garrafa de vinho do Porto branco.
Quando George Sandeman, um jovem escocês, comprou uma adega em Londres no ano de 1790, ele não imaginava que esta marca seria conhecida no mundo do vinho como referencia de qualidade e prosperidade. No início do século XX foi uma das primeiras empresas de vinho a investir pesadamente em propaganda. Com anúncios criativos e a imagem de "Don", vestido como um cavaleiro espanhol com uma capa de estudante português e um enorme chapéu de abas largas, surpreendeu toda Europa. Na década de 80, Sandeman aliou-se a empresa Seagram com sede no Canadá e uma nova era começou. A última grande movimentação foi em 2002, quando entrou para o Grupo Sogrape. Atualmente a cada minuto uma média de 21 garrafas de Sandeman são comprados. É uma marca mundial, com distribuição em mais de 55 países.
O vinho do porto branco é feito apenas com uvas brancas e descansa em grandes balseiros de carvalho. Este Sandeman Porto Branco apresenta um coloração amarela ouro com muito brilho e carregada com reflexos de âmbar. No aroma é evidente as frutas em compota como abacaxi e pêssego. Na boca é bastante adocicado com pouca acidez. Acredito que deve ser servido fresco pois sua doçura pode torná-lo enjoativo. É um vinho licoroso que casa perfeitamente com sorvete ou outras sobremesas cremosas. Normalmente é produzido para ser bebido jovem, entre 2 e 3 anos, e após aberto permanece fresco por até quatro semanas (conservar sob refrigeração).
Minha recomendação, por experiência própria, é que não se deve exceder as duas ou três taças, pois com alto teor alcoolico e grande residual de açúcar, a dor de cabeça é garantida.

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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Porto Almiro - Ruby

Já comentei outro vinho licoroso (relembre) que por ser produzido no Brasil não pode receber a identificação de vinho do Porto. Para receber este título o vinho deve ser produzido exclusivamente de uvas da região do Douro, norte de Portugal. Sua principal característica é a doçura, gerada pela interrupção precoce da fermentação e a adição de aguardente vínica. Existem vários tipos de vinho do Porto, mas os principais são: o Porto Branco, produzido a partir de uvas brancas; o Tawny que durante a produção oxida e envelhece rapidamente e o Porto Ruby, que tem menor contato com madeira durante sua fabricação e mantém com mais evidência suas características iniciais (normalmente é mais escuro que o Tawny).
Este Porto Almiro é produzido com as castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca, e Tinta Cão, com 19% de graduação alcoolica. Apresenta uma cor bastante escura, sem nenhuma transparência, com certo brilho. No nariz é simples demonstrando alguma fruta madura e uva passas. Destaque maior para o álcool, infelizmente. Na boca é intenso, doce, com alguma secura e um toque caramelado ao final. Comprei esta garrafa de 375ml por R$12 no Carrefour.

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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Don Ziero - Vintage - 2002

A safra de 2002 no Rio Grande do Sul foi muito boa em virtude das condições climáticas favoráveis. Este vinho ficou durante o primeiro ano em tanques de inox para estabilização. Posteriormente foi transferido para barricas de carvalho europeu onde permaneceu mais 36 meses. As 5.500 garrafas produzidas ainda descansaram por mais um ano nas caves da vinícola até Don Lídio Ziero considerar o vinho perfeito.
O termo vintage normalmente é utilizado para identificar a alta qualidade de um vinho, desde a colheita até sua produção. Além de caracterizar a capacidade de envelhecer dentro da garrafa, neste rótulo previsto até 2015. Este fator (envelhecimento), somado ao elevado teor de açucar e álcool (18%), identificam um vinho licoroso.
O início da vinivicação é semelhante a dos vinhos tranquilos, onde as uvas são selecionas, desengaçadas e prensadas. O processo de fermentação transcorre por tempo suficiente para formação de 8 ou 9% de álcool. A fermentação normalmente é interrompida (adicionando S02), o que garante altos teores de açúcar nesse tipo de vinho. Posteriormente é adicionada aguardente vínica para atingir seus poderosos 18% de graduação alcóolica.
Sobre o SO2 (Dióxido de Enxofre), também conhecido como anidrido sulfuroso, é utilizado para parar a fermentação do vinho. Suas características desinfectantes, anti-sépticas e anti-bacterianas inibem o desenvolvimento das leveduras e bactérias responsáveis pelo processo. Em alguns rótulos existe a identificação de INS 220 ou Conservante PV, o próprio SO2. Um dos efeitos secundários desse conservante em nosso organismo é a enxaqueca ou cefaléia.

Quanto ao nosso Don Ziero Vintage, mostra muita força e complexidade. Encorpado, porém muito macio, certamente pelo período prolongado nas barricas. Possui aromas de madeira, baunilha, caramelo e mel. É uma ótima opção para encerrar um refeição especial.
Adquiri esta garrafa na loja da Cordelier na visita ao Vale dos Vinhedos por R$49.


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