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quarta-feira, 6 de março de 2013

248. Messias - Bairrada - 2009

Mesmo depois de ter ido dormir muito tarde, próximo a uma da madrugada, acordei antes das seis horas. Dei mamadeira para as gêmeas, tomei banho e café, vesti o Felipe e preparei sua mochila. Poucas vezes me senti tão disposto e animado para começar um dia. Pena que o Felipe seguiu dormindo no caminho para a escolinha, normalmente nossas conversas são bem animadas e damos boas risadas. Poucas quadras após deixar o Felipe, observei um pequeno cachorro atravessando a rua, diminui a velocidade para não correr nenhum risco. Logo na sequencia veio outro carro que não gostou da minha atitude defensiva e levei uma bela buzinada. Não satisfeito o cidadão ainda gritou e xingou o pobre animal, seguiu cantando os pneus e acelerando muito. Fiquei com muita pena... não do cachorro mas do motorista. Aumentei o volume e segui com meu ótimo dia (estava escutando a música abaixo).
Este bom representante português é produzido pela Cave Messias. Fundada em 1926, com sede em Mealhada, região da Bairrada, iniciou comercializando aguardente. Anos depois adquiriu a Quinta do Cachão e passou a produzir vinho do porto. Atualmente fatura 9 milhões de euros anuais e exporta principalmente para o Brasil, Estados Unidos e Canadá.
Composto por Touriga Nacional, Baga e Merlot mostrou boa estrutura. Aroma muito sutil e frutado. Ótima acidez com taninos bastante marcantes, bem gastronômico. Final médio e retrogosto seco, mas agradável. Aproveito para agradecer o grande camarada Julio que me presenteou com esta garrafa.

Ben Harper & The Innocent Criminals - With my Own Two Hands


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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

154. Escolha - Dão - 2009

Com a Karla a semana toda fora, em uma viagem a trabalho, eu e o Felipinho aproveitamos para colocar a conversa em dia. Ele com sua inseparável mamadeira noturna e eu com uma taça deste bom vinho português. Olhando este figurinha de apenas dois anos e meio montando sua cidade imaginária com girafas, leões, soldados, carrinhos e uma série de bugigangas e pedaços de brinquedos, fiquei pensando o quanto complicamos coisas simples em nossas vidas. Mesmo o Sr. Cabeça de Batata sem um olho, o caminhão de lixo sem a caçamba, o Ben 10 sem pernas e braços e o Schrek sem roupa e sujo de comida, todos estavam participando de animadas conversas e aventuras. Deveríamos manter esta capacidade de nos contentarmos com coisas simples mas que nos fazem felizes. Agora o baixinho está dormindo, estou analisando o vinho e escutando Jack Johnson. É evidente que bateu aquela saudade da primeira dama.
Quanto a este rótulo comprei no WallMart por R$18 e deve ser um lote gigante pois as prateleiras estavam recheadas de garrafas. Fiz várias buscas na web para encontrar alguma pista sobre a "Escolha" estampada no rótulo. Nada, nem no site da Aliança que produz o vinho.
Feito a partir de um corte Touriga Nacional (40%), Tinta Roriz (40%) e Jaen (20%) apresentou cor fechada sem muito brilho. Aroma discreto com notas de ameixa-preta e passas. Ao paladar é agradável e muito leve. Baixa acidez com retrogosto frutado de média persistência. É o típico vinho que você pode oferecer para os seguidores dos tintos de mesa, que eventualmente queira trazer para o lado dos tintos finos.


"Red Wine, Mistakes, Mythology" - Jack Johnson


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terça-feira, 8 de novembro de 2011

153. Vidigal - Dão - 2008

Não é a toa que o número de rótulos portugueses vem aumentando no Mundo Vitis. A cada nova garrafa que abro tenho uma grata surpresa e com este Dão Vidigal não foi diferente. A região demarcada do Dão fica no centro-norte de Portugal e tem cerca de 20.000 hectares de vinhas. As castas permitidas nesta DOC são a Touriga Nacional, Jaen, Rufete, Alfrocheiro e Aragonez. A principal característica dos vinhos desta região são o baixo teor alcoolico, suavidade, bela coloração rubi um pouco mais clara, elegante e aveludado.
Confirmando e complementando as características que identificam a região, este rótulo apresentou aromas que lembram geléia de frutas vermelhas (framboesa), nozes, avelãs e uma sutil nota floral. Na boca novamente muita fruta, boa acidez, leveza e sedosidade. Corpo médio com final curto mas muito agradável. A tradição dos portuguses em fazer excelentes cortes mostrou-se muito feliz nesta combinação de Jaen (40%), Touriga Nacional (30%) e Alfrocheiro (30%). Seu preço gira em torno dos R$20. Quer experimentar ou presentear alguémcom um vinho português equilibrado e elegante? Aqui está sua chance. A garrafa da foto mostra safra 2005, mas o rótulo não mudou em nada para a 2008.


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domingo, 23 de outubro de 2011

143. Costa do Pombal - Douro - 2008

Não faço idéia de quantas vezes já peguei nas mãos um Costa do Pombal e por causa da simplicidade de seu rótulo acabei devolvendo a prateleira. Esta questão visual é realmente algo que merece muito estudo dos marketeiros de plantão.
Este representante português, da região do Douro, que possui um dos rótulos mais "sem sal" que eu já vi, é produzido pela Vallegre Vinhos do Porto S/A. Esta empresa legitimamente portuguesa tem em seus acionistas a quinta geração de uma tradicional família dourense. Sua sede está na Quinta da Vista Alegre e sua origem data do século XIX. Atualmente exporta para mais de 25 países com diversas premiações internacionais.
É um corte a partir das castas Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinta Barroca. Possui passagem parcial por barricas de carvalho por 9 meses e tempo de guarda estimado entre 4 e 6 anos.
Apesar de sua simplicidade externa, após aberto, mostra as características típicas de sua região de origem: um vinho com aroma contido porém agradável, corpo médio, leve e fácil de beber. Não apresenta defeitos ou desequilíbrio, representando uma ótima relação preço x qualidade. Posso recomendar sem medo nenhum este rótulo para quem deseja ter um primeiro contato com os vinhos da região do Douro.


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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Quinta do Cachão - Douro - 2008

Meu grande camarada Junior e sua esposa apareceram para comer uma pizza no último sábado. Mesmo afastado temporariamente do pequeno prazer de beber, porém sempre muito atento as postagens do Mundo Vitis, troxe uma garrafa do excelente Nieto Senetier Merlot Reserva 2006. Vou deixar descansar na adega e em breve será comentado.

Aproveitei a ocasião para abrir um rótulo português, um DOC do Douro. Esta região fica no nordeste de Portugal rodeada por montanhas e talvez seja a mais importante daquele país (também é nela que são produzidos os vinhos do Porto).
O Quinta do Cachão - Douro - 2008 é produzido com as cepas Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Barroca e Tinta Roriz. Passa por barricas de carvalho frances e americano e conforme determinação de sua DOC deve ficar engarrafado pelo menos 18 meses antes de ser comercializado.
Normalmente não transcrevo informações que encontro, mas neste caso o contra-rótulo descreve tão bem o vinho que vou utilizar: "Cor rubi intensa, aroma complexo com notas de fruta seca, passa de uva, figo e cereja. Rico, suave e harmonioso, com um fim longo e frutado." Acrescento apenas que os 14% de alcool passam desapercebidos e o retro-gosto traz algum tabaco e tostado. Um conjunto muito bacana! Seu preço varia de R$25 a R$29.

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